POESIA PARA MUDAR O MUNDO - 2015 - BLOCOS ONLINE
Luiz Otávio Oliani

LUIZ OTÁVIO OLIANI - Nasceu no Rio de Janeiro e é graduado em Letras e Direito. Como poeta, está em 90 livros coletivos nacionais e alguns estrangeiros, além de 500 publicações entre jornais, revistas e alternativos. Tem poemas publicados e vertidos para o inglês, francês, italiano, espanhol e holandês, bem como textos ilustrados em projetos ligados às artes plásticas. Atuou na Revista Literária Sociedade dos Poetas Novos, SPN, de 2000 a 2003, tendo entrevistado grandes nomes da literatura brasileira. Participou do CD "Poemas musicados" por Maury Sant´Ana, volume 1 (2008). Recebeu 70 prêmios, dentre os quais se destacam: Moção de Louvor e Reconhecimento da Câmara Municipal do Rio de Janeiro (2011); o Troféu Honra ao Mérito do Clube em Revista, como Poeta destaque de 2012, na Rádio Bandeirantes, Rio, AM, 1360 (2013); Menção Honrosa, Prêmio Vicente de Carvalho, concedida pela UBE / RJ (2014) ao livro dos entre-textos; eleito também como "O Melhor livro do ano" pelo Clube de Trovadores Capixabas, no Espírito Santo, no mesmo ano. Em 2011, foi citado como poeta contemporâneo por Carlos Nejar no livro "História da literatura brasileira: da Carta de Caminha aos contemporâneos", SP, Leya. Teve obra poética estudada em projeto acadêmico na Faculdade de Letras na Universidade Federal de Sergipe (UFS), com poemas publicados e ilustrados por estudantes de escolas públicas de Sergipe e Bahia no livro "De olho na poesia", organização da Beto Vianna e Christina Ramalho. Publicou cinco livros de poesia: "Fora de órbita", 2007; "Espiral", 2009, "A eternidade dos dias", 2012; "Luiz Otávio Oliani entre-textos", 2013 e "Luiz Otávio Oliani entre-textos 2", 2015.
oliani528@uol.com.br

DE COMO NÃO HAVER RECEITAS PARA METAPOEMAS

não existem palavras frias
fora do dicionário
iceberg freezer gelo

não existem palavras quentes
fora do dicionário
fogo paixão vermelho

não existem palavras neutras
fora do dicionário
branco pomba paz

na abundância de signos
as palavras dispensam rótulos

QUÍMICA

não faço poemas
com desfibrilador

meu verso é sangue
a jorrar pelas cavidades

em veias artérias
nada de verbos-lipídios
emoções-açúcares

a palavra
aorta límpida

O SILÊNCIO DO VERBO

no dicionário
a etimologia descansa
até que sai do limbo
o poema

RECADO

todos meus poemas
se armam
contra quem não os lê

Luiz Otávio Oliani
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