SACIEDADE DOS POETAS VIVOS DIGITAL - VOL. 8

FRANCISCO ORBAN - Francisco Estevão Soares Orban, carioca, jornalista, Mestre em Comunicação pela UFRJ e prosador. Em poesia, fez parte da "geração mimeógrafo", no início da década de 70, produzindo seu primeiro livro em xerox e vendendo na porta de cinemas e bares. Teve seus primeiros poemas publicados em 1982 por Moacyr Félix, na revista literária editada pela Civilização Brasileira. Três anos depois obteve Menção Honrosa no concurso Ascânio Lopes, promovido em âmbito nacional pela prefeitura de Cataguases, em Minas Gerais. É autor de Sobrado das horas (Taurus-Timbre, 1990), prefaciado por Antônio Houaiss, e de Cesto das canções com pássaros (Leviatã, 1994). Em 2001 publicou o livro Recomendações aos sonhadores, que recebeu em 2002 o prêmio Cecília Meireles da UBE/RJ. Em 2003 novamente é premiado pela UBE com o Prêmio Walmir Ayala, com o livro, na época inédito, Estaleiros de vento. Em 2004 publicou o infanto-juvenil O cavalinho de água, adotado pelo Programa Nacional do Livro Didático. Em 2005 publicou Estaleiros de vento. Seguiram-se a este livro: Os anzóis da noite (Book Link, 2006). Sua poesia tem sido elogiada por Antônio Carlos Secchin, Olga Savary, Josué Montello, Suzana Vargas, Lêdo Ivo, André Seffrin, entre outros.

Contatos: francisco.orb@oi.com.br
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           Poema de amor

Contraponto

Cena dos presságios

     

           Poema aos amigos esquecidos

Tarrafas

Pernoites

 

Cena dos presságios

Nunca esta tarde esteve tão perto
Como um poema esquecido
e nunca mais reaberto
volto à cena antes
dos presságios
refaço  o que ficou
da planície
em que  me recostava
sob o leito  do teu amor
na borda de uma grande
cidade inesperada

Nunca esta madrugada
ficou tão clara
quando teus seios
recostados ao meu peito
acendiam a luz das calçadas
Eu que tinha sido
apenas o emissário
de um outono
estava     
fusionado a ti
para sempre
sob a doçura
do teu corpo aberto

Francisco Orban
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Francisco Orban

 
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