Quanto mais vivo mais morro
         e assisto a terra viver e
         morrer num movimento constante.
 
         O mar, água que nunca dorme,
         fica em insistente vigília
         nos quatro cantos do mundo,
         como que devorando a minha alma
         numa seara sem fim.
 
         Quando eu alcancançar as encostas
         de uma montanha escarpada,
         talvez descanse e possa dizer
         que morri, deixando para os outros o vale
         da beira do rio de onde nasci.

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