LOCOMOTIVA

Carvão na fornalha
petróleo no tanque
as chaves abertas
os dentes se mordem
nas rodas de ferro

Há fogo no seio
(a máquina vive)
e em chamas caminha
distâncias finitas

Veredas de sangue
percorre em segundos
e deixa, correndo
trovões e silêncios

                 O homem também

                               Mauro Salles

Do livro: Gestos, Massao Ohno Editor, 1993, SP

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