PALÁCIO DE PAPEL
Ei-lo no meio de um jardim cheio de luzes
prateadas, cercado de borboletas douradas,
cheio de alegria, de amor e de canções
de todos os tempos e de objetos de valor.
Ei-lo porém também que transborda de dor
maligna, pesada, sombria, sem nada de bom,
cansado e silencioso, sem imaginação,
triste, preocupado, angustiado e com medo.
Este ser que experimenta ttantos sentimentos
é o leitor encantado com um autor encantador
que deixou rolar seu coração num caderno.
O livro é então o inferno e é o paraíso,
porém sempre o lugar daquele que lê
e nele habita seu Palácio de Papel.
Lia-Rosa Reuse