NA ESCOLA

            (Às filhas de Amelia de Freitas Bevilaqua)

Crianças!... ha na vida e permanentemente
Na estrada commum da humanidade,
Um caminho a seguir, onde a verdade
Exerce o seu domínio, consciente.

É rispido o acesso, infelizmente,
Na dura concepção da realidade;
Mas a infancia, attingindo a puberdade,
Consegue esta ascenção, se, reverente,

Murmura: "Deus e Mãe" e ao infinito
Eleva a prece chã, qual o proscripto
Sorrindo à outra patria que lhe coube...

Então o Bem, crianças, abre os braços
Do amor... da paz... e põe sobre os regaços
De quem assim interpretal-o soube!...

Rio - junho de 1903

                                                   Ignez Sabino

Da Revista: O Lyrio, agosto de 1903, PE

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