Sob o império de Momo

    E fica decretado
    Pelo imperador do samba
    Que é tempo de alforria
    Quem era preso
    Agora pode cair na folia
    Quem era triste
    Está livre para a alegria
    Quem era empregado
    Hoje está alforriado
    Quem não tem beabá
    Hoje é doutor em maracá
    Quem não tem ginga
    Que destrave as pernas
    Com uma simpatia de pinga
    Até quem é diplomado
    Agora está perdoado
    E castiga o tamborim
    E vamos suar as camisas
    Que meu império tem fim
    Na  quarta-feira de cinzas.

                      Domingos dos Santos

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