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Coluna 133
(próxima coluna 19/3)
"O circo ensina as crianças a rir da dignidade perdida dos animais. Nesse caso, a 'humanização' dos bichos reflete claramente a falta de humanidade das pessoas projetada em um macaco de vestido, camuflada sob os risos."(Olegário Schmitt)
Queridos leitores,
Volto a escrever a coluna mensal após problemas que estão sendo resolvidos.
Hoje gostaria de colocar que ao não comer carne de animais ou não ingerir qualquer coisa de origem animal você, além de estar contribuindo para a não violência e a não exploração, ainda por cima está fazendo um bem enorme a sua saúde e a do planeta Terra. Se conseguirmos nos libertar desses produtos que só fazem mal a ambas as partes envolvidas, conseguiremos entrar em contato com a natureza que já perdemos, veremos o mundo de outra forma, com outras cores e sabores e seremos mais livres, resgatando a paz e saúde perdida. Começando a mudar em relação aos animais e respeitando o planeta em que você vive, começará a ver mudanças significativas em sua própria vida e corpo.
Colocarei aqui a receita do suco da luz - qualquer pessoa é capaz de fazer e faz um bem enorme para a saúde física, emocional, estética, etc. Vale a pena experimentar um copo pelo menos todos os dias e se reconectar ao que é natural.

Alimento vivo: o chip da vida
Suco verde, grãos germinados, arte na horta: a professora Ana Branco ensina a brincar com a comida e depois comer a arte que revitaliza o corpo e a alma
Por Alessandra Nahra
Ana Branco: altas conversas com o reino vegetal
Ana Branco é uma professora diferente. Para começar, ela desafia a antiga lei doméstica que sempre proibiu as crianças de brincar com a comida. Ao contrário, Ana Branco é uma mãe para esses "arteiros": ela ensina e estimula seus alunos (já bem crescidinhos) a brincar de fazer arte com a comida. Uma brincadeira com muito amor e respeito pela Terra, a mãe de todos nós e de frutos que oferece tão generosamente para que tenhamos o alimento, a vida, a brincadeira.
Professora do Departamento de Artes da PUC-Rio desde 1981, Ana Branco orienta o BioChip, grupo que investiga as cores e a recuperação da informação através do desenho com modelos vivos. Estes modelos vivos são rabanetes, abacates, mangas, alfaces, cenouras - sementes, frutas e hortaliças, de preferência fresquinhos. Com os alunos, Ana vai até hortas orgânicas onde "conversa" com os vegetais. Trocando e recebendo informações direto da fonte original, a arte nasce da vida. "Através da interação dos modelos vivos com o observador, são feitas leituras quanto às suas formas, cores, sabores, texturas e odores. Os frutos da Terra recuperam no nosso corpo informações matrísticas, que podem ser decodificadas a partir do contato direto, não verbal, presente nos alimentos vivos", explica o folheto do BioChip. Em outras palavras, os alunos fazem arte com a comida viva e depois apreciam com todos os sentidos, incluindo o paladar, o gosto que a arte tem.
Desenhos com frutas: o trabalho dos arteiros depois é servido para o deleite de todos.
Mas por que se chama BioChip?
"Chips de computadores são moléculas de água que contém silício. Sementes também. Dentro delas, há informações sobre a vida na Terra. O contato com o chip vivo recupera o processo criativo do humano, nos reconectando com os outros, com os animais e com o planeta", explicou Ana em recente palestra em Porto Alegre, durante o Fórum Social Mundial.
As idéias de Ana ultrapassam os limites da academia, gerando arte viva que flui para dentro das pessoas. É isso que se percebe ao vê-la em ação, explicando com o corpo e coração a missão da sua vida. Ana Branco come diferente da maioria dos humanos contemporâneos e economiza um dinheirão em gás. É que ela nunca cozinha - mas isso também não quer dizer que come fora todos os dia. Ana só come Alimentos Vivos, ou seja, crus e brotados. Segundo ela, cozinhar alimentos rompe a molécula de água que reveste o silício - e aí, já viu: adeus informação, adeus BioChip. O chip perde a água molecular e a informação não é mais acessada. O que equivale a dizer que a conexão com a Terra se rompe e o homem se mantém em processo de dormência. "E isso é interessante para a manutenção da guerra em que vivemos, para a relação de ataque e defesa que estabelecemos dentro de nosso eco-sistema, de nosso corpo. Só que agora acabaram-se as guerras e vamos ter que re-aprender a viver em paz, como nascemos".
Suco de luz do sol
Coloque 2 maçãs picadas sem sementes no liquidificador. Bata com a ajuda de um pepino como socador para auxiliar a extrair o líquido que mora dentro dos vegetais. Acrescente um punhado de grãos germinados, folhas verdes comestíveis: couve, chicória, hortelã, o legume e a raiz escolhida na proporção indicada, variando as hortaliças sempre que possível e privilegiando as de produção orgânica. Coe num coador de pano e beba logo em seguida. E se delicie com a força da energia vital!
Fonte: Site Planeta na Web

Suco de luz do sol
Como germinar grãos:
1. Colocamos de uma a três colheres de sopa de grãos num vidro e cobrimos com água limpa.
2. Deixamos de molho por uma noite (8 horas).
3. Cobrimos o vidro com um pedaço de filó e prendemos com um elástico. Despejamos a água e enxaguamos bem sob a torneira.
4. Colocamos o vidro inclinado num escorredor num lugar sombreado e fresco
5. Enxagüamos pela manhã e à noite. Nos dias quentes é preciso lavar mais vezes
Os grãos iniciam sua germinação em períodos variáveis. Em geral estão com a sua potência máxima logo que sinalizam o processo do nascimento, quando ficam prontos para serem consumidos.
Sugestões de sementes:
Todas as sementes comestíveis, tanto pelo homem como pelos pássaros: girassol, painço, niger, colza, aveia, trigo, linhaça, arroz, soja, centeio, gergelim, grão de bico, amendoim, lentilha, nozes, castanha do Pará, amêndoas, ervilha, feno-grego, etc.
Fonte: "Você sabe se alimentar?", Dr. Soleil, Ed. Paulus, SP.

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