SACIEDADE DOS POETAS VIVOS DIGITAL - VOL. 8

RENATA PALLOTTINI - Nasceu em São Paulo, graduou-se em Direito, pela Faculdade de Direito de São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP) e em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC). Fez, mais tarde, o Curso de Dramaturgia da Escola de Arte Dramática de São Paulo, (EAD), da USP. Frequentou cursos de Literatura e Língua Espanhola, além de cursos de História da Arte na Universidade de Madri, Espanha. Ministrou cursos em Roma, Itália, no Centro Brasileiro de Cultura, da Embaixada do Brasil; no Peru, em Centros Culturais situados em Lima e Cuzco; em Cuba, na Escuela Internacional de Cine y Television, também na Universidad Autonoma de Barcelona, Espanha, e na Universidade de Santiago de Compostela, na Galícia. Proferiu palestras e conferências em Madri e Santiago de Compostela, na Espanha, em Lisboa, Coimbra e Porto, Portugal, em Manizales, Colômbia, em Havana, Cuba, em várias cidades da Alemanha. Foi Presidente do Centro Brasileiro de Teatro, filiado à ITI. Foi a primeira Presidente da Associação Paulista de Autores Teatrais (APART), Diretora da Escola de Arte Dramática de São Paulo (EAD/USP), Presidente da Comissão Estadual de Teatro da Secretaria de Cultura, Assessora para Teatro da mesma Secretaria e Chefe do Departamento de Teatro da ECA/USP. Poeta, dramaturga, novelista, roteirista de TV, várias vezes premiada nestas categorias: Prêmios Molière, Anchieta, Governador do Estado, em Teatro, Jabuti, em Poesia, APCA, em Televisão, entre outros. Livros mais recentes: Um Calafrio Diário, poesia, Editora Perspectiva, 2002; As Três Rainhas Magas, poesia para crianças, Ed. Brasiliense 2002; Renata & Other Poems, Ed. Host, Texas, USA, 2004; O que é Dramaturgia, ensaio, Col. Primeiros Passos, Ed. Brasiliense, 2005; A Vida é Sonho, tradução de Calderón de la Barca, Editora Hedra, 2007.

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           História de vida

Assim

A mãe

     

           Só queria saber

Ataque para todos os lados

De tão espessa a noite

 

A MÃE

Meu filho está na sarjeta
Alguém matou o meu filho
Tinha poucos anos e
Poucas culpas, o meu filho

Era drogado e  vencido
O meu filho; e era  moço
Igual aos  outros, meu filho   
Era carne, pele e osso.

Ninguém me disse por que
Alguém matou o meu filho.
Acho que a alguém molestou
Acho que alguém o marcou
Para morrer, meu menino.

Eu o pari, como sempre
soem parir as mulheres;
com dor e com esperança
como nascem as crianças.

Alguém o ensinou a usar
Isso que usam os malditos.

Dinheiro sempre; dinheiro.
Dinheiro e o gozo da vida
Muita  festa e muito ruído
E um amor mal resolvido.
Não sei dizer mais do que isso.
Não sei dizer. Está dito.

Renata Pallottini
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Renata Pallottini

 
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