Culto aos mistérios do passado
na vivência do mundo de agora

lembranças da encarnação no Sul da Índia (como Tamul Nadu) com reflexões místicas sobre sua vida atual
COLUNA QUINZENAL DE CLARISSE DE OLIVEIRA
autora do livro “Mistérios” (Ed. Europa)
Nº 31 - 23/9/2010
(próxima: 23/10/2010)

A MATÉRIA E NÓS

A VIDA NA MATÉRIA

A Matéria se apresenta à nossa visão no que pode ser percebido pelos nossos órgãos de percepção.
Nos sentidos — audição, olfato, visão, tato, no cérebro, e na sensibilidade perceptivel emocional —, sentimos impacto para nossa tristeza e satisfação.
Não sabemos a hora de nossa morte.
A Vida na Terra é uma luta constante a cada milésimo de segundo.
Enfrentamos momentos que nos irritam, momentos que nos trazem contentamento — isso, para nós; para os outros, esses momentos poderiam produzir o contrário das emoções por nós sentidas.
O mesmo que os lugares são para os animais cegos, como certas formigas, as baratas, e outros (como os peixes das profundezas oceanicas que também não têm o sentido da visão) - o visível é para nós.
As grandes descorbertas científicas são para a nossa cegueira material o tanto que nos permite "tatear" até aí; não se comparam com a extensão de percepção que temos ao sermos desligados da matéria (nos mundos do Astral, por exemplo).
Nossa Alma, atrás do cientista, está constatando a presença da mãe dele morta ha muito tempo, irradiando para o filho terrestre coragem, incentivo e diligência para o trabalho que ele se impôs na Ciência. O cientista tem diante de si muitos cálculos, muitas operações complicadas, e não percebe o espirito da mãe...
Quando esse cientista retornar à matéria depois de um certo tempo no Espaço, ele não vai se lembrar "totalmente" dos trabalhos que deixou para a Ciência; voltou a ser cego, desmemoriado. É materialista. Para o novo combate para si mesmo, somente vivenciará os sentidos da Matéria.
Um pouco Bendito, só um pouco, Aquele que tem desdobramento espiritual e concomitantemente age no espaço e na matéria: Ele, o Espírito, percebe "um tanto" do mundo Espiritual; percebe, mas não tem como agir no mundo do Espaço — Agir, para o ser encarnado, somente dá-se na matéria, pois essa é a carga para o aprendizado do individuo.
Enfim, a percepção do Espaço faculta um pouco de repouso e minora também o sofrimento físico, para quem está na matéria; alivia, mas não dá oportunidade de mudar a luta na matéria. E no Espaço ele também tem suas restrições, estas aliviadas por intercessão do plano imediato mais alto.

 

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ENCONTRO SURPRESA

A sensação é de uma cortina que se fecha, tudo fica diferente, sem cores, e outra cortina se abre eliminando o tempo das ações.
De repente, somos herdeiros.
Temos a sensação de que o que identificamos não vai mudar, porque o que mudava as coisas na Terra não opera mais aqui, no mundo chamado Morte, onde agora estamos.
O Destino não intervém mais.
São as coisas em nossa Alma que contam, agora.
Tudo provem de nós, se modifica em nós, e desta maneira, não há disfarce nem máscara.
As Ações são pesadas na balança egípcia: A Verdade num prato, o Coração no outro.
A Verdade e o Coração têm que ser a mesma coisa.
Todos os Atos estão na Exatidão, assim como a Exatidão representa os Atos.
Não temos com que nos preocupar, o antes e o depois não existem mais, o tempo é um tic-tac sem marcador, sem relógio.
No entanto, o termo "Responsabilidade" é o verdadeiro peso de nossa Alma.
Respondemos pelo que Somos e o que habitava nosso coração na Terra é a única palpitação que está no Eco da Eternidade respondendo pelo Tempo além do que passa.

                                                                       

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O FANTASMA

Houve uma morte por uma atitude passional. 
Ha dois séculos atrás, a arma de gente pobre no Sul da India, era arma-branca.
Porém, a que morreu, no interior do templo para onde correra afim de se proteger, reencarnou.
Uma reencarnação sofrida— posso dizer: família intratável, corpo cheio de doenças.... ...É que a sensualidade em vez de encher a taça do corpo com beleza, enviou a taça à Terra, cheia de matéria mal cheirosa.
O amante não retornou. Ele era belo, em carne, continuou belo em espírito.  Era inteligente e protegia um segredo.
A medium disse à mulher reencarnada: — Ele é mais evoluido que você... pois você veio de volta e ele ficou.
O Segredo foi se revelando pouco a pouco. É uma imensa rosa branca desabrochada, que a mulher tem que regar ou com suas lágrimas, ou com a água mais pura do Espaço.
O Segredo é a Voz que não se cala.  A Voz soa ininterruptamente, para ser depositada sobre a Rosa Branca.
A Rosa é eterna — ela é o Universo.
Todo sentimento humano só pode ser explicado de duas maneiras: uma, o impulso desesperado de não perder; duas, a Ação Divina que separa a qualidade do Ser de sua perdição. Friso: não de sua fraqueza, mas de sua perdição. 
A fraqueza é algo substituível, para ser recomposto; a perdição tem que ser recomposta com a Essência Divina do Ser, com a segurança do Eixo que sustenta a Criação.
Das brumas que envolvem o castelo do aristocrata Rudolf Steiner, Governador do Departamento das Reencarnações, surge o decreto de Transformação.  Se aquele que resvalou na perigosa beirada do Abismo da Perdição tem a Essência da Recomposição, leva a Rosa Branca ao Palácio do Rei. Aquele que resvalou na Perdição, pode ser o mordomo do Palácio do Rei.
Agora, o trabalho de dois seres para construirem um Espirito dm Pureza, para desfazer as cinzas das cruéis queimadas do Karma, ilusões da matéria, como diria o Buda Sidharta, é dissolver o Raciocínio para que os vestígios da Verdade desfolhem a Rosa Branca no vislumbre da Divindade Imaculada.

 

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FANTASMA AO CONTRÁRIO

Apareço em tua Vida de Morto,
Tu que estás livre da Morte
Eu, que estou presa às
Correntes do Destino,
Choro por ti,
para que não demores
a me libertar
e para não termos o que
nos separar
Se  formos dois fantasmas,
não teremos a carne
para nos dar prazer
mas o Beijo Espiritual
é mais longo,
mais profundo nos
abirintos do coração
onde minha Alma
não se cansa de te esperar...

 

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